Pular para o conteúdo principal

MEDO DE TER MEDO



Oi gente.


Boa tarde!!!!


Outro dia, a prosa era...
medo de ter medo.


É...
Pois é.


Coisa interessante essa.


Como a gente vive esse medo, né???


Medo de ter medo. 


Aí a coisa acaba ficando toda embotada, estagnada.


IRK!


Nas nossa histórias pessoais é muito comum a gente ouvir: "Não tenha medo. Seja forte!!!!"


Tudo bem que podemos ser forte mas... Como não sentir medo de mudar?


Afinal, toda mudança traz consigo o novo e o desconhecido. E como não ter medo disso??? 


Como não sentir medo diante do novo caminho de vida que nunca foi trilhado?


E quanto aos entes queridos então... Como não sentir medo de perdê-los?


Cada um de nós sabe como a lista dos medos é grande.


Que bom que seja!


O medo é um sentimento muito legal, que é bombeado pelos rins.


Ele aparece para auxiliar na percepção dos limites de segurança.


Vou dar um exemplo.


Imaginem que vocês querem caminhar por uma estrada na encosta de uma montanha bastante íngreme.


Mas o detalhe é que a estrada é estreita. De uma lado a montanha, do outro o despenhadeiro.


Existe o desejo de ir, mas também o medo de cair.


Pois bem...


É o medo que auxilia o indivíduo a perceber até onde é possível ir em segurança.


O mais legal disso tudo é que o corpo está sempre oferecendo recursos ao indivíduo para que ele siga o seu caminho mais genuíno, da maneira mais segura e adequada à sua existência. 


Nesse sentido, os rins têm outra grande contribuição a dar: eles auxiliam o indivíduo na percepção e utilização dos potenciais necessários para a realização dos desejos genuínos. 


Bonito isso, né???


Esse tal CORPO é mesmo poderoso.


Em outras palavras...


No movimento natural do corpo, quando vivemos medo, nós estamos sendo estimulados a perceber até onde podemos ir , ou não - limite de segurança -, ao mesmo tempo, nossos potenciais são acionados para que o intento seja realizado.


Isso acontece ao sentir medo de seguir pela estradinha do exemplo, mas também nas "situações nossas de cada dia". 


Limite de segurança e potenciais são faces de uma mesma moeda. 


Na realidade, o pedido do medo é:


Pare!!!


Olhe!!!


Escute!!!


Avalie!!!


Siga (ou aja)!!!!




Mas seguir para onde??


Num determinado momento pode ser: Siga em frente!


No outro, pode ser: Recue e se prepare melhor antes de seguir!


Noutro momento ainda pode ser:  Volte e não vá de jeito nenhum! 


Os animais vivem isso com uma sabedoria incrível, né????


Medo, como todas as outras emoções do corpo, não vibra para estagnar.


Medo, vibra para que se mova em segurança.


Mesmo que o mover seja em retirada.


A ideia é: ESCUTE O CORPO E AJA EM CONSONÂNCIA!!!


Por que????


Porque esse tal de CORPO é SÁBIO demais.


Ele sabe o que faz, mesmo que a gente teime em achar que não.


Esse CORPO, ou... Esses  CORPOS,  somos NÓS - centelhas divinas - parte da SABEDORIA MAIOR.


Se não estou enganada...


acho que alguém já disse algo parecido há centenas...
e centenas...
e centenas...
e centenas...
e centenas...
de anos atrás (rsrsrsrsrsrsrsrsr).


Abraço carinhoso,


Maria Tereza



Postagens mais visitadas deste blog

Segmento cefálico: relaxamento e meditação

Na correria do dia a dia e com o excesso de preocupação, não é raro sentirmos a cabeça cheia, os olhos cansados...  E, se pararmos para perceber, nos deparamos com a boca presa, o rosto tensionado... e até as orelhas enrijecidas.   No áudio de hoje, vamos mesclar uma prática de relaxamento, com foco no segmento cefálico e a meditação guiada.  Boa prática!!! Pratica meditativa de relaxamento segmento cefálico e meditação guiada p31221g21221 Maria Tereza Naves Agrello CRP-MG: 13.506 Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

MEDITAÇÃO GUIADA - orientação básica e áudio P3003G200321.

A proposta central da meditação guiada abaixo é aquietar a mente. A ideia é permitir-se um tempo para "não fazer nada" e se escutar. Ou melhor ainda, permitir-se um tempo para contemplar-se no aqui e no agora.  A consciência do corpo será utilizada como estratégia para manter o foco da atenção.  Não existe uma única posição para meditar; podendo-se também meditar parado ou em movimento. Neste áudio, propõe-se iniciar em pé e depois sentar, mas é uma orientação e não uma imposição.   Ao sentar, pode-se escolher o chão ou a cadeira, podendo-se também utilizar um pequeno banco ou um\almofada, como for mais confortável.  Preferencialmente, a coluna deve ficar ereta, mas sem esforço.  Seja qual for a posição,  ter a consciência das áreas de contato do corpo com a superfície de apoio, seja ela chão, cadeira, ou outra qualquer, amplia a consciência de si e favorece o aquietar da mente e a entrada no processo meditativo. Gosto de dizer que a meditar é como caminhar...

Um pouco sobre a meditação pelo WhatsApp e um pouco de prática

           A meditação é uma prática milenar que perpassa diferentes culturas e religiões. Cada uma delas agrega suas contribuições representadas nas diferentes linhas e técnicas.      Entretanto, em essência todas trazem a ideia do voltar-se para dentro, criando um “continuum” de serenidade imparcial, a partir da percepção consciente, mantendo-se a concentração, mas sem se fixar.     Meditar é uma habilidade, uma experiência particular, e que cada experimento é único. Ripoche Khandro coloca que “ a quantidade de tipos particulares de meditação é equivalente à quantidade de pessoas.      Em alguns momentos é mais fácil entrar no estado meditativo, noutros é mais difícil, algumas vezes a prática é mais intensa, mais profunda, noutras mais superficial. É variável. O importante é o estar disponível para experimentar-se no momento presente, com presença e sem culpas, regras, imposições, controle ou juízo ...