Pular para o conteúdo principal

Labirintite : na inflexibilidade do caminho

Oi gente.

A prosa é labirintite.

Em princípio de conversa vale lembrar que o corpo quando faz sintoma está tentando ajudar o indivíduo a localizar algo, a perceber alguma coisa que ele está deixando passar batido. Porém é muito importante que ele se atende para isso.

Ou seja o corpo está continuamente auxiliando o indivíduo  a retomar o caminho que é mais adequado à sua alma, ao seu movimento interno mais genuíno.

O corpo não é o bandido.
"Muito antes pelo contrário".
Ele é o mocinho dessa história.

Bem...
voltando à labirintite...

aos olhos da Leitura Corporal essa  manifestação corporal - independente da sua classificação - é possibilidade para tentar tirar o indivíduo de uma condição ou posição inflexível.

De alguma forma o indivíduo estabeleceu um único caminho ou uma unica possibilidade. Há uma rigidez inadequada seja num pensamento, idéia, conduta, intenção, escolha, ou conceituação. 

Inadequada porque de alguma forma  essa rigidez está causando sofrimento ao indivíduo. Está fazendo-lhe mal.

Vou dar um exemplo: 

Hoje eu decidi fazer abobrinha d'água (ou de pescoço) no almoço.

Fui ao sacolão comprar e não encontrei.

Aí eu decido ir a outro lugar comprar.

Também não encontrei.

Fui ao supermercado e também nada.

Rodei por vários locais e nada. Andei mais um pouco, cruzei boa parte da cidade, cansei, desgastei-me e nada.

Esse é um exemplo de rigidez.

Pensei em fazer abobrinha. 
Ótimo!!!
Que delícia!!!!
Só que não encontrei.
Então qual seria o mais fácil e viável:
Negociar com o desejo:

_ Eu realmente estou com um vontade imensa de comer abobrinha, só que não encontrei, então fica para outro dia. Hoje vou fazer , então, beringela.

Andar a cidade inteira atrás da abobrinha cansa, desgasta.

Se por algum motivo a gente não está enxergando que existem outras possibilidades 
(por exemplo que existe beringela, couve-flor, brócolos ), o corpo nos auxilia fazendo a labirintite.

Ou seja:
se estou inflexível, numa intensidade inadequada, se estou fixado em algo, sem enxergar outras possibilidades, o corpo faz um quadro de labirintite. 

Existem maiores especificações dependendo da classificação da labirintite, mas em síntese, pode-se dizer que o propósito maior da labirintite é tirar o indivíduo da inflexibilidade; é tirá-lo do caminho único que o está machucando

Nossos tornozelos são áreas importantes para tratar labirintite. Amaciar e flexibilizar pés e tornozelos é um ação muito legal nesse caso. 

Escaldas-pés com essa intenção também.

Outra ação é flexibilizar as orelhas, torná-las mais macias e com maior mobilidade. 

Outro exercício é a flexibilização pélvica (um pouquinho a mais de literal jogo de cintura). 
Firmar os dois pés no chão, com as solas bem posicionadas e movimentar a pelve é uma boa coisa pois além de flexibiliza a pelve libera também os tornozelos.   

E...

como não podia deixar de ser...

água.

Não existe elemento melhor para trabalhar flexibilidade e maleabilidade.

Não é necessário grandes quantidades. O ideal é bebê-la aos goles, mastigando-a para estimular a boca e auxiliar a absorção. 

No mais...

Boa flexibilização!!!

Até outra hora.

Maria Tereza

Postagens mais visitadas deste blog

Segmento cefálico: relaxamento e meditação

Na correria do dia a dia e com o excesso de preocupação, não é raro sentirmos a cabeça cheia, os olhos cansados...  E, se pararmos para perceber, nos deparamos com a boca presa, o rosto tensionado... e até as orelhas enrijecidas.   No áudio de hoje, vamos mesclar uma prática de relaxamento, com foco no segmento cefálico e a meditação guiada.  Boa prática!!! Pratica meditativa de relaxamento segmento cefálico e meditação guiada p31221g21221 Maria Tereza Naves Agrello CRP-MG: 13.506 Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

MEDITAÇÃO GUIADA - orientação básica e áudio P3003G200321.

A proposta central da meditação guiada abaixo é aquietar a mente. A ideia é permitir-se um tempo para "não fazer nada" e se escutar. Ou melhor ainda, permitir-se um tempo para contemplar-se no aqui e no agora.  A consciência do corpo será utilizada como estratégia para manter o foco da atenção.  Não existe uma única posição para meditar; podendo-se também meditar parado ou em movimento. Neste áudio, propõe-se iniciar em pé e depois sentar, mas é uma orientação e não uma imposição.   Ao sentar, pode-se escolher o chão ou a cadeira, podendo-se também utilizar um pequeno banco ou um\almofada, como for mais confortável.  Preferencialmente, a coluna deve ficar ereta, mas sem esforço.  Seja qual for a posição,  ter a consciência das áreas de contato do corpo com a superfície de apoio, seja ela chão, cadeira, ou outra qualquer, amplia a consciência de si e favorece o aquietar da mente e a entrada no processo meditativo. Gosto de dizer que a meditar é como caminhar...

Um pouco sobre a meditação pelo WhatsApp e um pouco de prática

           A meditação é uma prática milenar que perpassa diferentes culturas e religiões. Cada uma delas agrega suas contribuições representadas nas diferentes linhas e técnicas.      Entretanto, em essência todas trazem a ideia do voltar-se para dentro, criando um “continuum” de serenidade imparcial, a partir da percepção consciente, mantendo-se a concentração, mas sem se fixar.     Meditar é uma habilidade, uma experiência particular, e que cada experimento é único. Ripoche Khandro coloca que “ a quantidade de tipos particulares de meditação é equivalente à quantidade de pessoas.      Em alguns momentos é mais fácil entrar no estado meditativo, noutros é mais difícil, algumas vezes a prática é mais intensa, mais profunda, noutras mais superficial. É variável. O importante é o estar disponível para experimentar-se no momento presente, com presença e sem culpas, regras, imposições, controle ou juízo ...