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Prazeres da vida

Desde ontem tenho vivido intensos momentos dos mais simples e variados  prazeres da vida.


Tenho feito algumas pesquisas profissionais por aqui. 
E hoje caminhando por essas ruas de múltiplas fragrâncias (rosas, ciprestes, alecrim...), encontrei dois SPAs bem interessantes. 
Num deles eu entrei, conversei com a proprietária, as funcionárias e em pouco tempo eu estava aplicando uma massagem com a nossa técnica (da Leitura Corporal).
Uauuu!!!!!
Que delícia!!!!
Há quanto tempo não fazia isso.
Sentir o corpo do outro reagir ao meu estímulo é muito bom.
Enquanto o corpo dele reage ao toque, o meu dança num bailado suave. Os músculos abrindo-se ao passar dos dedos, as articulações ganhando espaço,  a fluência acontecendo... isso é vida jorrando.


Depois, perto da Igreja St. Demi acontecia uma feira de comidas típicas e artesanato.
Um cheiro delicioso exalava daquela grande grelha de legumes variados. Sem pensar muito, eu  entreguei-me ao deleite daquela iguaria, ao som de diferentes frases nos mais variados idiomas que mesclavam-se numa melodia peculiar e dinâmica.
À minha frente um francês de olhos azuis intensos, que também aproveitava suas férias sozinho desfazia-se degustando outro belo prato. Nossa prosa entrecortadas guardava respeito e curiosidade.


Hoje, passei boa parte do dia, escutando músicas francesas, italianas, brasileiras, caribenhas... escolhendo as que vou usar na aula que darei amanhã. Meu corpo pulsava e os movimentos emergiam ao som diferentes ritmos e idiomas.


Estou vivendo em êxtase nessa torre de babel.


Depois fui correr.
Já passava das 7h da noite e o sol ainda estava brilhando.  Num mistério de luz e sombra, rio e castela delineavam a paisagem.
Cada vez mais sinto meu corpo reagir à corrida. Um discreto e agradável desequilíbrio à frente faz com que ele se solte deixando o movimento fluir livre e disponível para a novidade do passo seguinte. Com esse movimento, ainda, tenho a sensação que as emoções também fluem intensamente e se transformam rapidamente. 


Na Leitura Corporal diz-se: "com o terço distal pisa-se no futuro - é a construção do amanhã om as bases preparadas com o hoje, usufruindo do aprendizado de ontem. Este espaço ativa e faz circular o desejo de vida e de continuidade... Ele aciona os processos de administração e de encaminhamento  de projetos de vida... e encoraja para a experimentação e validação das sensações vividas quando se põe a caminho em busca do querer" (Vilela e Santos. Leitura Corporal: a linguagem da emoção inscrita no corpo, pp 320). 
Posso afirmar que tenho feito muitas experimentações e observações a esse respeito - nas a nas caminhadas, nas práticas cotidianas - e tenho percebido muita coisa interessante.




Voltando ao meu dia...


atravessei a ponte e resolvi parar um pouco ao pé da "minha" pereira que, desde que cheguei, esta gestando seus frutos.
É legal como as pessoas por aqui respeitam o tempo do desabrochar, do florescer e do amadurecer dos frutos, mesmo em espaços públicos como nesse que eu escolhi.
O vento sobrava suave porém determinado.
O rio sempre fluente, cantava aos meus ouvidos.
Em pura contemplação eu me entreguei à meditação.


Ao voltar para casa, pela rua do castelo cheia de bares, aquele som diferente chamou minha atenção.
Sete adolescentes, por volta dos seus 16,17 anos  revezavam-se num quinteto de violoncelo.
Uauuuu.
Que som!!!!
Que música!!!
Que alegria ver gente tão nova produzindo coisa tão bela.
O som daquelas cordas misturavam-se ao ir e vir dos turistas e à imagem imponente do castelo, num espetáculo mágico e envolvente.


E nesses momentos de variados prazeres eu sentia...


minhas narinas abrindo-se ao frescor do novo ar; minha boca salivando numa unidade crescente; o céu da minha boca abrindo-se em êxtase e tocando a língua no total deleite do contato intenso; os velos enrijecendo-se, os polos exalando hormônios;  meu corpo reverberando prazer e sedução em cada célula ; enfim o gozo transbordando em mim, acendendo-me para a vida.


Bj. Linda noite!!!


Maria Tereza

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