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Caminhar: eu comigo, eu com o outro.


Boa tarde!!!

Hoje, mais uma vez, a prosa é sobre caminhar.

Sou defensora incansável do tal caminhar.

Se existem verbos dinâmicos, com certeza caminhar é um deles.
Ele conta do dinamismo da própria vida, das próprias relações. 

Entendo que esse ato delicioso é muito mais que descolamento de uma massa corporal, por um determinado  trecho; é mais do que uma atividade de baixo custo, que leva à queima de calorias.

Caminhar é uma opção de vida, ou uma forma de enxergar o mundo, por que não dizer uma filosofia de vida.

Caminhar é por-se em movimento;
caminhar é trilhar as distância que nos separam das nossas conquistas, dos nossos sonhos.


Caminhar é um exercício contínuo do eterno aprendizado sobre a tênue relação entre o estar consigo e o estar com o outro.

Costumo brincar com o pessoal que participa das oficinas do "Circuito Indança", que o membro inferior esquerdo chama-se "Eu comigo" e o membro inferior direito chama-se "Eu como outro".

No ato de caminhar, nós podemos identificar com total clareza que para vencer as distâncias e chegar onde queremos, confortavelmente é necessário alternar o "Eu comigo" e o "Eu com o outro".

Naturalmente, a sabedoria do corpo evidencia a facilidade da conquista, nessa simples alternância.

Quando o "Eu comigo" (membro inferior esquerdo) esta finalizando seu ciclo de atuação, o "Eu com o outro" entra logo em ação e assim sucessivamente.

Naturalmente o movimento acontece.

Já imaginaram o nosso "Eu comigo" não dando chance para o "Eu com o outro" atuar, ou vice-versa? Seria exaustão pura, em pouquíssimo tempo. E pior ainda, pouco conseguiríamos avançar. 

Mas se a proposta é conquistar, seguir, ir avante, então não tem jeito. É trabalho em equipe mesmo - ora "Eu comigo", ora "eu com o outro".

Sem sequer pensarmos à repeito, nossos membros inferiores fazem o que tem que ser feito. Sem imposição, seguindo apenas o fluxo gostoso do movimento confortável e prazeroso.

Basta andar, deixar ir que a alternância tranquila acontece e a gente conquista distâncias, intentos, soluções, respeito, capacidade, habilidade, autonomia e avança na trilha da vida.


Então....
desejo a todos boa caminhada, alternando sabiamente o "Eu comigo", "Eu com o outro".

Ah!!!!
E boa leitura também.

Abraço carinhoso.


Olha essa dica:





Caminhar, uma filosofia
AutorFrédéric Gros
Tradução: Lilia Ledon da Silva
Edição 01
Formato: 14 X 21 cm
Número de Páginas: 224
Acabamento: Brochura
ISBN: 978-85-8033-006-9
Lançamento: 2010

Andar a pé é uma atividade que atrai uma quantidade cada vez maior de adeptos em busca dos benefícios que ela proporciona: relaxamento, comunhão com a natureza, plenitude...
Somos muitos a tirar proveito dessas dádivas. Caminhar não requer nem aprendizagem, nem técnica,nem equipamento, nem dinheiro. Bastam um corpo, espaço e tempo. Mas a caminhada é também um ato filosófico e uma experiência espiritual.
Da vagabundagem à peregrinação, da perambulação ao percurso iniciático, o autor explora a literatura, a história e a filosofia: Rimbaud e a tentação da fuga, Gandhi e a política de resistência, sem esquecer Kant e suas caminhadas cotidianas em Königsberg. E se só fosse possível pensar direito usando os pés?
O que Nietzsche quer dizer quando escreve: “Meus dedos dos pés ficam de orelha em pé para escutar”? É o que se procura entender aqui. Este livro é, ao mesmo tempo, um tratado de filosofia e uma definição da arte de caminhar.


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