Pular para o conteúdo principal

O "AVC" e as emoções



Foto: Google

AVC - acidente vascular cerebral "é um transtorno do sistema nervoso que acontece por um distúrbio da circulação. Aquele sangue que pulsou do coração, que irradiou para o sistema nervoso central, por alguma razão, teve seu caminho obstruído (AVC isquêmico), ou ele extravasou (AVC hemorrágico)". 
  
Recentemente publiquei, no grupo "Corpo: tempo da emoção", o material do site da Academia Brasileira de Neurologia sobre o AVC com informações, sintomas e tratamento. O texto é simples, de fácil compreensão e super interessante.

Agora, quero trazer uma reflexão sobre o ponto de vista da Leitura Corporal. 

Inicialmente localizo que a "Leitura"  parte do entendimento de que toda sintomatologia corporal conta de um aspecto da nossa emocionalidade. 

Por essa ótica, o AVC isquêmico conta que, muito provavelmente, em algum lugar da emocionalidade do indivíduo, há o sentimento de "resistência ou de dificuldade de exercer da maneira como poderia". 

Exercer o que??? Muito provavelmente essa resposta não é tão simples para o indivíduo. Aí, há que se pesquisar. Na fala, nas atitudes, no contexto... certamente haverão boas dicas do conteúdo. 

Seguindo a mesma linha, o AVC hemorrágico, com sangramento no sistema nervoso, indica a existência do "sentimento de impossibilidade de se viver da maneira como se deseja". 

Viver o que?? Como no caso anterior, um olhar mais cuidadoso sobre a história cotidiana do indivíduo, sua fala, sua atitudes... trará dicas importantes que poderão ajudar.    

Localizar essas coisas, não é fácil. Eu sei. Até porque se fosse fácil, certamente o indivíduo não precisaria do sintoma. Costumo dizer que os sintomas e as patologias são os despertadores que a nossa "sabedoria interna" lança mão para nos despertar para aquilo que nos é vital.

Uma coisa é certa: "todas" as experiências que vivemos são envoltas pelas emoções. Se nós conseguimos ou não localizá-las é outra história. 

Hoje tenho convicção de que não é possível separar nossa "existência corporal" em compartimentos estanques. Entendo que o CORPO é a resultante da interligação dinâmica do físico, com o mental, com o emocional, com o etérico, com o causal, com o austral, com o etérico. Somos a totalidade.


Maria Tereza Naves Agrello
psicóloga, prf. ed.  física e massoterapeuta
especializada em Leitura Corporal e Indançal
CRP-04: 13.506 e MEC-LP: 3047

Postagens mais visitadas deste blog

Segmento cefálico: relaxamento e meditação

Na correria do dia a dia e com o excesso de preocupação, não é raro sentirmos a cabeça cheia, os olhos cansados...  E, se pararmos para perceber, nos deparamos com a boca presa, o rosto tensionado... e até as orelhas enrijecidas.   No áudio de hoje, vamos mesclar uma prática de relaxamento, com foco no segmento cefálico e a meditação guiada.  Boa prática!!! Pratica meditativa de relaxamento segmento cefálico e meditação guiada p31221g21221 Maria Tereza Naves Agrello CRP-MG: 13.506 Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

MEDITAÇÃO GUIADA - orientação básica e áudio P3003G200321.

A proposta central da meditação guiada abaixo é aquietar a mente. A ideia é permitir-se um tempo para "não fazer nada" e se escutar. Ou melhor ainda, permitir-se um tempo para contemplar-se no aqui e no agora.  A consciência do corpo será utilizada como estratégia para manter o foco da atenção.  Não existe uma única posição para meditar; podendo-se também meditar parado ou em movimento. Neste áudio, propõe-se iniciar em pé e depois sentar, mas é uma orientação e não uma imposição.   Ao sentar, pode-se escolher o chão ou a cadeira, podendo-se também utilizar um pequeno banco ou um\almofada, como for mais confortável.  Preferencialmente, a coluna deve ficar ereta, mas sem esforço.  Seja qual for a posição,  ter a consciência das áreas de contato do corpo com a superfície de apoio, seja ela chão, cadeira, ou outra qualquer, amplia a consciência de si e favorece o aquietar da mente e a entrada no processo meditativo. Gosto de dizer que a meditar é como caminhar...

QUALIDADE DO SONO

Tenho observado que as queixas ligadas à dificuldade de dormir são cada vez mais frequentes. Paralelamente, tenho ficado alarmada com a banalidade com que remédios para dormir estão sendo utilizados. Há algum tempo, ouvi uma conversa entre adolescentes, em seus uniformes de colégio, o que me fez supor que tinham entre 15 e 17 anos, 18 no máximo. Eu fiquei aterrorizada. Um deles disse que não andava dormindo direito e que estava tomando um determinado remédio. O outro acrescentou de imediato: Você esta tomando esse? Eu estou tomando aquele outro assim assado. Por motivos óbvios não direi os nomes dos respectivos medicamentos, porém uma coisa posso dizer: ambos eram tarja preta. Eu não podia acreditar no que eu estava ouvindo. Olhei algumas vezes para confirmar a suposição de idades que eu estava fazendo.  E... realmente... eram meninos.  Eram mesmo alunos de escola, no máximo cursando o ensino médio, e já estavam com uma prosa tão... tão...  tão... Esto...